Presidente da CNI, Robson Andrade, defende a adesão do Brasil à OCDE

O presidente na Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo ele, essa adesão fortaleceria as indústrias brasileiras, o comércio e também faria do Brasil um dos agentes para influenciar nas regras empresariais que afetam todo o mundo.

O nosso sistema empresarial passaria a seguir as mesmas regras e regulações internacionais, algo que facilitaria consideravelmente a participação do nosso país no comércio com mais países.

O que é a OCDE?

 

 

Para entendermos melhor o que significaria a participação do Brasil nessa organização, precisamos compreender o que ela faz e quais os objetivos.

A OCDE foi criada num cenário em que muitos países estavam devastados pela 2ª Guerra Mundial e tentava implementar o Plano Marshall – Programa de Recuperação Europeia. Foi uma ajuda financeira prestada pelos Estados Unidos para a recuperação desses países. A OCDE foi criada em 1947 e tanto o Canadá quanto os EUA entraram em 1961.

A maioria dos países participantes são considerados desenvolvidos e os outros poucos membros são formados por países emergentes. Estamos falando aqui de países que, além de ter uma grande participação no PIB (Produto Interno Bruto) mundial também possuem um elevado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Entre os objetivos da organização temos a estabilidade econômica dos países participantes, melhora do nível de vida da população destes, a busca pelo desenvolvimento econômico e outros.

Quais são as vantagens para o Brasil?

 

 

O comércio brasileiro passará a ser mais organizado, pois seguirá regras já definidas pela OCDE e demais parceiros. Assim, o governo precisará se adequar a esse novo panorama e teríamos um padrão mundial para seguir, o mesmo utilizado pelos países mais ricos do mundo.

Além de melhorar a nossa economia, segundo Robson Andrade CNI, a adesão do nosso país seria extremamente benéfico, pois ofereceria aos outros países mais segurança para realizar comércio conosco. Isso daria mais transparência ao setor público e também aumentará a confiança dos outros países na economia brasileira.

Isso poderia acelerá diversas questões tributárias aqui no Brasil que já estão em pauta e precisam de uma reformulação urgente. Além do mais, ter uma única regra entre diversos países, evitaria problemas em contratos como a ocorrência de dupla tributação ou interpretação da norma que, muitas vezes, pode ser complicada. Com isso, mais acordos internacionais seriam feitos com o nosso país, gerando mais renda e crescimento econômico.

Em maio desse ano, o Brasil já formalizou o seu pedido de adesão à instituição e, para sermos aceitos, os 35 países membros devem aprovar com unanimidade. Há uma boa expectativa para que o pedido seja aprovado ainda em 2017 e, após isso, o nosso país passará por uma avaliação rigorosa de todas as suas políticas públicas.

Se trataria de uma reforma na instituição burocrática brasileira que estamos precisando há muito tempo e assim, contaríamos com a ajuda de outros países que já são membros e que já passaram por essa etapa. Seria um excelente passo para enfrentarmos da melhor maneira os desafios que a economia do século 21 nos impõe.