Indústria critica aumento de imposto sobre combustíveis, Robson Andrade CNI

Entidades empresarias como a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e a Federação das Indústrias do Estado do rio de Janeiro (Firjan) reprovaram o crescimento das porcentagens do PIS/Cofins para combustíveis como o diesel, etanol e gasolina.

O acréscimo será para as refinarias e importadores e, no caso específico do etanol, para produtores e distribuidores, e será passado aos postos de combustíveis. Todavia, caberá aos donos dos postos a decisão de repassar toda a alta para as bombas, ou seja, para os consumidores.

De acordo com a Firjan, a solução para reverter a crise fiscal não está em aumentar o preço dos impostos e sim adequar os gastos públicos, especialmente através de reformas. Para Robson de Andrade, Presidente da CNI, o crescimento da tributação viria a gerar dificuldades no cenário industrial, sendo preciso então, o desenvolvimento de um texto para tributações no Brasil.

“O País precisa de reformas, e não de mais impostos. Além de um teto para os gastos, o Brasil necessita de um teto para os impostos. Não é o momento de onerar o custo do transporte e da produção para as indústrias, que tentam sobreviver à pior recessão da história”, justifica a nota da Firjan.

Além disso, a Federação defende a medida de contribuição para o fechamento de mais companhias. Isso significa que, na prática, representaria novos acréscimos de impostos, podendo resultar em quedas, e não na elevação da arrecadação, simplesmente pela razão do próprio fisco estar expulsando os colaboradores da base de arrecadação tributária.

Já no Estado de São Paulo, o Impostômetro chegou a anunciar o marco de R$ 1,2 trilhão. De acordo com a Associação Comercial de São Paulo, (o ACSP), o apontamento será realizado com 20 dias de antecedência ao do ano anterior, quando o valor foi batido apenas em agosto.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, acredita que a elevação de mais um imposto irá sufocar a sociedade. Além do mais, o aumento do imposto sobre combustíveis não irá solucionar a crise.

Na verdade, ela remete ao contrário. A crise viria a se agravar bem no instante em que a atividade econômica dá seus primeiros sinais de uma retomada, sobre os impactos positivos na arrecadação de junho.

Skaf afirma que o caminho certo para driblar a crise é eliminando os gastos, aumentar a eficácia e diminuir o desperdício.

Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que também não é a favor do aumento do imposto, declarou: “Aumento sobre combustível sempre tem impacto no transporte e onera todas as cadeias produtivas. O ideal sempre é cortar gastos para poder evitar aumento de impostos, porque sempre que você está aumentando impostos, está reduzindo desenvolvimento e atividade econômica”,

Para ele, este crescimento tributário sobre os combustíveis, principalmente o diesel, traz um impacto na cadeia produtiva. Portanto, o ideal é o corte de dados, para que assim as metas fiscais sejam atingidas.

Segundo a equipe econômica, esta elevação dos tributos sobre os combustíveis irá resultar, durante o resto do ano, uma receita extra de R$ 10,4 bilhões.